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Guias sobre geriatria e cuidado do idoso

Orientações claras sobre temas que famílias e pacientes pesquisam no dia a dia — quedas, medicamentos, quando marcar consulta com geriatra e o que esperar no atendimento.

Prevenção de quedas no idoso: o que a família precisa saber

Quedas são frequentes depois dos 65 anos e podem ser prevenidas. Entenda causas, sinais de alerta e quando buscar avaliação geriátrica.

Por que idosos caem com mais frequência?

Com o envelhecimento, mudam a visão, o equilíbrio, a força muscular e a reação a medicamentos. Doenças como osteoporose, arritmias, diabetes e Parkinson também aumentam o risco. Muitas quedas não são “acidente isolado”: costumam ter causa identificável e, em parte, evitável.

Sinais de alerta em casa

Preste atenção se a pessoa idosa tropeça com frequência, segura nas paredes para andar, sente tontura ao levantar, usa muitos remédios para dormir ou pressão, ou já caiu nos últimos 12 meses — mesmo sem fratura. Medo de cair e redução de atividades também merecem conversa médica.

O que a geriatria pode fazer

Na consulta, avaliamos marcha, equilíbrio, visão, medicamentos, pressão arterial deitado e em pé, cognição leve e fatores do ambiente. Orientamos exercícios seguros, ajustes domiciliares básicos e encaminhamentos (fisioterapia, oftalmologia) quando indicados.

Polifarmácia no idoso: revisão de medicamentos e segurança

Usar vários remédios ao mesmo tempo é comum na terceira idade. Saiba riscos da polifarmácia e como a geriatria ajuda a simplificar o tratamento.

O que é polifarmácia?

Polifarmácia é o uso simultâneo de diversos medicamentos — em geral cinco ou mais, incluindo remédios de farmácia, vitaminas e fitoterápicos. No idoso, o organismo metaboliza drogas de forma diferente; efeitos colaterais e interações ficam mais prováveis.

Sintomas que podem estar ligados aos remédios

Sonolência diurna, confusão, quedas, boca seca, constipação, perda de apetite ou piora súbita da memória às vezes refletem medicamentos — não apenas “idade”. Por isso é importante trazer a lista completa, com horários e doses, em toda consulta geriátrica.

Como funciona a revisão na consulta geriátrica

Analisamos cada medicamento: ainda é necessário? A dose é adequada para a idade? Há duplicidade (dois remédios com o mesmo efeito)? Só então propomos mudanças, sempre conversando com o paciente, a família e os outros médicos envolvidos — nunca suspendemos tratamentos importantes por conta própria.

Quando procurar um geriatra?

Saiba em quais situações a consulta com médico geriatra faz diferença — antes que pequenos problemas se tornem crises evitáveis.

Idade não é o único critério

Não existe uma idade fixa obrigatória. Muitas pessoas passam a se beneficiar da geriatria a partir dos 65–70 anos, ou antes, se já há fragilidade, múltiplas doenças ou dependência parcial para atividades do dia a dia.

Situações em que vale marcar uma consulta

Quedas ou medo de cair; esquecimentos que preocupam a família; humor baixo ou isolamento; perda de peso involuntária; dificuldade para caminhar ou subir escadas; incontinência urinária; dor crônica mal controlada; uso de muitos medicamentos; alta recente de hospital; ou sensação de que “nada mais está dando conta” no cuidado em casa.

O que esperar da primeira consulta

A avaliação geriátrica é ampla: história clínica, exame físico, funcionamento no dia a dia, rede de apoio, medicamentos e objetivos do paciente e da família. O plano pode incluir prevenção, ajustes de tratamento, encaminhamentos e acompanhamento periódico — sempre centrado na autonomia e na qualidade de vida.

Quer avaliação individualizada com a Dra. Clara Dornas?

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